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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (7/8) para manifestar solidariedade ao ex-assessor Filipe Martins, preso no Paraná por envolvimento em uma trama golpista. Detido em uma cela de 6m² na Casa de Custódia Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, o aliado do ex-presidente cumpre pena de 21 anos de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação no X, Eduardo compartilhou uma mensagem de seu irmão, Carlos Bolsonaro, e fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O ex-parlamentar argumentou que, caso não tivesse se mudado para os Estados Unidos, estaria detido na mesma situação que o ex-assessor presidencial.
Ao comentar o caso, Eduardo afirmou que se o aliado estivesse no exterior, estaria exilado. "Se eu não tivesse vindo aos EUA, hoje eu estaria como o Filipe Martins, num cubículo de 6m quadrados porque um vagabundo quer seguir abusando de seu poder. Segura firme Filipe, você vai sair gigante dessa injustiça", declarou.
Vale destacar que Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime semiaberto. A pena foi aplicada por interferência em processo judicial sobre a investigação do plano golpista.
Articulações e sanções no exterior
Durante sua permanência em território norte-americano, o ex-deputado passou a se articular com parlamentares locais para solicitar retaliações econômicas contra o Brasil. Seu objetivo é condicionar acordos comerciais à interrupção de processos criminais do STF e à concessão de anistia aos envolvidos.
Além da pressão no setor econômico, a ofensiva política internacional buscou impor sanções diplomáticas e financeiras direcionadas especificamente ao ministro Alexandre de Moraes e aos seus familiares.
Condenação na minuta do golpe
A condenação de Filipe Martins a 21 anos de reclusão ocorreu após o STF constatar seu envolvimento no núcleo do golpe de Estado. A custódia preventiva foi decretada por Moraes após o descumprimento de medidas cautelares referentes à proibição do uso de redes sociais.
Segundo a decisão do ministro, o réu demonstrou contínuo desrespeito às ordens judiciais e ao ordenamento jurídico ao utilizar plataformas digitais. O ex-assessor foi julgado e condenado pela Primeira Turma do STF no âmbito do chamado núcleo 2 do processo.
As investigações apontam que o grupo participou ativamente da elaboração da "minuta do golpe", do monitoramento de autoridades e da articulação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o trânsito de eleitores no Nordeste em 2022, além de planos contra a vida de autoridades públicas.
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