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A recente indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República causou surpresa e insatisfação no setor do agronegócio brasileiro. A avaliação de parlamentares e entidades ligadas ao segmento é de que a escolha priorizou um perfil focado em segurança em detrimento da representatividade do campo.
Repercussão negativa no agronegócio
Lideranças rurais apontam que o parlamentar alagoano possui pouca proximidade com as demandas agrícolas. Gaspar, que construiu sua carreira como promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança de Alagoas, tem forte atuação na área policial, o que gera receios sobre a falta de interlocução técnica com os produtores.
Antes da oficialização do nome, representantes do segmento defendiam a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Além de ter chefiado o Ministério da Agricultura, a parlamentar possui amplo diálogo e trânsito consolidado com as principais entidades representativas do agronegócio nacional.
Insatisfação no mercado financeiro
O descontentamento com a definição da composição eleitoral também alcançou o mercado financeiro. Analistas e gestores da Faria Lima consideram que a escolha de Gaspar agrega pouca força eleitoral e representa uma oportunidade perdida para expandir o apelo político da candidatura.
Integrantes do setor financeiro mantinham a expectativa de que o pré-candidato anunciasse uma mulher para o posto de vice, de preferência filiada a uma legenda fora do PL, visando uma aliança mais ampla para o pleito.
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