Uma educadora de Mogi das Cruzes, identificada como Roselaine Batalha Silva, foi afastada do cargo no Estado de São Paulo após recomendar a leitura das biografias dos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini durante uma reunião on-line. O caso ocorreu durante um treinamento para diretores escolares, no qual a servidora utilizou os regimes autoritários para exemplificar conceitos de gestão.

Em trecho gravado do encontro virtual, Roselaine chegou a classificar o ditador nazista como um líder excepcional. A funcionária pública argumentou aos gestores presentes que a função principal da direção escolar é extrair o melhor de sua equipe, estabelecendo uma analogia direta com a capacidade de mobilização observada nesses contextos históricos.

Reação do sindicato e acionamento do MPSP

Diante das declarações, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) acionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A iniciativa foi tomada após denúncia da deputada estadual Professora Bebel (PT), que cobrou providências legais contra as afirmações elogiosas aos governos nazista e fascista.

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Posicionamento oficial da Secretaria de Educação

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) determinou o afastamento imediato de Roselaine e instaurou uma apuração preliminar sobre as circunstâncias do fato. A pasta reforçou, em nota, que não compactua com manifestações contrárias aos valores e princípios orientadores da rede pública de ensino.

FONTE/CRÉDITOS: Enzo Marcus