A produção de feijão em Goiás cresceu pelo segundo ano consecutivo, consolidando o estado na segunda posição nacional em produtividade, com rendimento médio de 2,4 toneladas por hectare. Os dados do 11º Levantamento da Safra 2025/26, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram um avanço local que vai na contramão da retração observada no restante do país.

Segundo a Conab, a área cultivada com a cultura em solo goiano teve uma alta de 6,5%, expandindo de 119,2 mil para 127 mil hectares. Consequentemente, o volume colhido atingiu 299 mil toneladas, o que representa um aumento de 3,6%. Com esse resultado, Goiás garante o posto de quinto maior produtor nacional do grão.

Em âmbito nacional, o desempenho do setor apresentou números negativos. A colheita brasileira do grão registrou uma queda de 3,2%, acompanhada por uma redução de 6% no total de área dedicada ao plantio.

Publicidade

Leia Também:

Em território goiano, o cultivo do feijão de cores se destaca na terceira safra. Além do desempenho financeiro, a lavoura desempenha um papel ecológico relevante na rotação de culturas.

“Por ser uma leguminosa, o feijoeiro auxilia na fixação natural de nitrogênio, favorecendo a fertilidade e o incremento da matéria orgânica da terra, o que auxilia no desenvolvimento de sistemas produtivos mais sustentáveis”, destacou Ademar Leal, secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Produção pode movimentar R$ 1,7 bilhão

Projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP) do feijão goiano deve alcançar R$ 1,7 bilhão em 2026, montante 32,8% superior ao registrado no ciclo anterior. Isso garantirá ao estado uma fatia de 12,8% no valor total gerado pela cultura no Brasil, ocupando a quarta colocação.

O comércio do produto também ganha competitividade com a redução da alíquota interestadual de ICMS, que caiu de 6,06% para 2,4%. A mudança beneficia diretamente os agricultores locais, já que cerca de 70% da safra de feijão produzida em Goiás é destinada a outros estados.

Regras sanitárias e controle de pragas

Para assegurar a produtividade, os produtores rurais devem adotar medidas severas contra a mosca-branca, inseto vetor do vírus do mosaico dourado. A praga representa uma das piores ameaças fitossanitárias para o cultivo.

As exigências legais incluem o cadastramento obrigatório das propriedades, respeito à janela de semeadura entre 21 de outubro e 30 de junho, além da destruição dos restos culturais após a colheita. Ademais, em municípios específicos, o vazio sanitário vigora de 20 de setembro a 20 de outubro para conter o avanço do inseto.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático