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O empresário Douglas Silva de Oliveira, de 26 anos, declarou ter sido vítima de uma fraude arquitetada pelos antigos proprietários ao ser envolvido no golpe da Naskar Gestão de Ativos Ltda. De acordo com o investidor, o processo de aquisição da fintech foi baseado em relatórios financeiros falsificados fornecidos pelos três ex-sócios da empresa, que acabaram presos em São Paulo pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Em publicações nas suas redes sociais, Douglas esclareceu dúvidas de clientes e seguidores sobre a negociação. Ele afirmou que seu foco inicial era adquirir a 7Trust, mas acabou sendo atraído para a compra da Naskar como parte de uma estratégia articulada pelos antigos donos.
Segundo o empresário, no momento da compra, a instituição alegava possuir R$ 57 milhões em uma corretora. No entanto, a quantia acabou bloqueada logo no dia seguinte à assinatura do contrato. Ele destacou que acionou a cláusula de cancelamento contratual após identificar balanços, demonstrativos de resultados e extratos fraudulentos.
Investigação e calote aos investidores
A Naskar prometia retornos mensais fixos de 2% aos seus clientes, valor significativamente superior à média praticada pelo mercado financeiro. Durante anos a fintech operou sem registrar queixas formais, até interromper bruscamente o pagamento dos rendimentos em maio deste ano e tirar seu aplicativo do ar.
Pouco depois do início dos atrasos, foi anunciado que a fintech teria sido vendida para uma empresa norte-americana por R$ 1,2 bilhão, com a promessa de ressarcir os investidores. No entanto, a operação apresentou diversas inconsistências cadastrais e o pagamento aos clientes nunca ocorreu.
Apesar de ter publicado vídeos prometendo quitar os débitos, Douglas viajou para Dubai durante o desdobramento das investigações. Ele justificou a viagem afirmando que possui negócios no exterior e ressaltou que sua equipe jurídica permanece à disposição das autoridades brasileiras.
Prisões e bloqueios judiciais
A operação policial resultou na prisão preventiva dos ex-sócios Rogério Vieira, José Maurício Volpato e Marcelo Liranco Arantes. Além das detenções, a Justiça determinou o congelamento de bens e contas bancárias de diversas pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo financeiro.
Entre os alvos do bloqueio patrimonial estão os ex-sócios, a avó de Douglas — apontada como atual detentora do controle da fintech —, a própria Naskar Gestão de Ativos Ltda e empresas parceiras que atuavam na intermediação de pagamentos do grupo.
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