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Em uma operação conjunta nesta terça-feira (28/7), forças aéreas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita realizaram ataques no Iraque contra posições de grupos armados aliados ao governo do Irã. As incursões visaram depósitos de armas e infraestruturas logísticas localizadas no leste do país, em resposta a dezenas de investidas coordenadas por Teerã.
Representantes das Forças de Mobilização Popular (FMP), milícia iraquiana atingida pelas bombas, confirmaram que a investida deixou mortos e feridos em suas fileiras.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), o grupo vinha recebendo orientações diretas do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para bombardear tropas americanas e instalações da infraestrutura energética saudita.
Fontes governamentais em Washington relataram a interceptação de mais de 30 investidas com drones aéreos lançados sob ordens iranianas nas últimas 72 horas. A inteligência norte-americana classificou as manobras como tentativas frustradas de ataques surpresa.
Anteriormente, o Centcom já havia neutralizado mísseis balísticos disparados a partir do território iraniano, embora nenhuma ofensiva com origem no Iraque tivesse sido oficialmente registrada pelas autoridades americanas até o momento.
O porta-voz do Ministério da Defesa saudita, brigadeiro-general Turki al-Malki, destacou que os sistemas antiaéreos interceptaram drones vindos do Iraque. A Arábia Saudita também enfrenta ofensivas dos rebeldes Houthis, organização do Iêmen alinhada a Teerã.
A escalada das hostilidades se intensificou após acusações mútuas envolvendo bombardeios anteriores contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital iemenita sob domínio houthi.
Retaliações e acirramento militar
A crise militar se estendeu às rotas marítimas e a países vizinhos. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica informou ter abordado e interrompido a navegação de três petroleiros no Estreito de Ormuz, alegando que os navios ignoraram avisos de segurança.
Paralelamente, o exército do Irã confirmou o disparo de mísseis balísticos contra uma base aérea dos EUA e o quartel-general do Centcom localizado na Jordânia, classificando a ação como retaliação aos atos militares americanos.
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