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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi hospitalizado na manhã desta sexta-feira, dia 13, no hospital DF Star, em São Paulo. Conforme boletim médico divulgado pela unidade, ele deu entrada com um quadro de febre elevada, diminuição da saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. Exames realizados confirmaram um diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, uma infecção nos dois pulmões resultante da aspiração de líquidos do estômago ou da cavidade oral para as vias aéreas.
Atualmente, o ex-mandatário está em uma unidade de terapia intensiva (UTI), recebendo tratamento com antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo, segundo o mesmo boletim. O documento foi subscrito pelo cardiologista de Bolsonaro, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Após a hospitalização, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, esteve no hospital e relatou que seu pai estava consciente e lúcido, embora com a voz debilitada e abatida. Em declarações aos jornalistas na saída da unidade, Flávio enfatizou que "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", referindo-se à condição de saúde de seu pai.
Flávio explicou que o acúmulo de líquido nos pulmões do ex-presidente é consequência de soluços persistentes, que provocam a aspiração de conteúdo gástrico. Ele alertou que tal situação "pode se alastrar para uma grande infecção".
O senador Flávio Bolsonaro expressou sua indignação, afirmando: "Estão brincando com a vida do meu pai". Ele reiterou o pedido para que o ex-presidente seja transferido para prisão domiciliar, buscando "cuidado permanente da família, cuidado técnico de enfermagem e um ambiente melhor" para sua recuperação.
Paulo Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, também reiterou a solicitação de prisão domiciliar para o ex-presidente. Em nota divulgada no X (anteriormente Twitter), o defensor afirmou: "A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente".
Pela manhã, por volta das 8h, Bolsonaro recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na prisão. Uma nota do Samu, enviada ao Estadão, indicou que o ex-presidente apresentava um "caso clínico sugestivo à pneumonia queixando-se de falta de ar". Sua chegada ao hospital DF Star ocorreu aproximadamente às 9h, em uma operação que envolveu o Samu, o Corpo de Bombeiros e o suporte da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O ex-presidente está atualmente detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre uma pena de 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro permaneceu em prisão domiciliar até 22 de novembro, data em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou sua prisão preventiva após a constatação de violação da tornozeleira eletrônica.
Pedido de prisão domiciliar
Em 5 de março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou maioria para ratificar a decisão de manter o ex-presidente detido. A defesa de Bolsonaro havia pleiteado sua transferência para prisão domiciliar, argumentando que a Papudinha carece da estrutura adequada para os cuidados médicos essenciais.
No requerimento apresentado, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser alegam que o ex-presidente possui um "quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais", condições que, na visão da defesa, justificariam a concessão da prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, defendeu que o local de detenção "atende integralmente às necessidades do condenado". Moraes ressaltou que, na prisão, Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental".
O magistrado detalhou ainda que a Papudinha dispõe de estrutura apropriada para as demandas do ex-presidente, oferecendo "serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos".
Em seu parecer favorável à manutenção da prisão, Moraes reiterou que a detenção de Bolsonaro na Papudinha se deve à sua tentativa de romper a tornozeleira eletrônica durante o período em que cumpria prisão domiciliar.
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