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Até setembro de 2026, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, registrou 5.036 acidentes com animais peçonhentos, superando o dobro do total acumulado em 2025.

O número de notificações no HDT inclui ocorrências com escorpiões, aranhas e serpentes. Em 2025, o hospital contabilizou 2.060 casos, enquanto 2024 terminou com 1.618 registros no total.

Somente em 2026, foram 273 ocorrências envolvendo serpentes na unidade. Goiânia lidera os atendimentos com 754 registros, seguida por Aparecida de Goiânia com 513 e Senador Canedo com 254.

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Em todo o estado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontou 9.381 acidentes por serpentes entre janeiro e agosto de 2026. No mesmo período de 2025, foram 9.711 casos registrados pelo Sinan Net.

Jararacas e cascavéis

As serpentes do gênero Bothrops, conhecidas como jararacas, lideram os casos identificados. Elas podem provocar dor intensa e inchaço. Já as cascavéis geram sintomas neurológicos.

As cascavéis somaram 126 registros em Goiás até agosto de 2026. As corais-verdadeiras tiveram 11 ocorrências, e os acidentes com surucucus mantiveram-se raros no período.

Cuidados e prevenção

O infectologista Luiz Felipe Silveira Sales alerta que práticas como comprimir o local ou sugar o veneno devem ser evitadas. A recomendação é lavar a ferida e buscar socorro rápido.

A prevenção exige o uso de botas de cano alto em áreas rurais e evitar colocar as mãos em frestas ou buracos sem visibilidade e sem proteção adequada.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho