Um **incêndio na Chapada dos Veadeiros** e em regiões vizinhas em Goiás já consumiu 1,8 mil hectares de vegetação do Cerrado ao longo de três dias, desde a última sexta-feira (21/8). O combate ao fogo mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e brigadistas, que enfrentam condições climáticas adversas.

A destruição afeta principalmente três frentes. Em Colinas do Sul, o fogo atingiu cerca de 900 hectares — espaço equivalente a 1,3 mil campos de futebol. Moradores relataram fumaça vinda da região conhecida como Lixão, onde o descarte de garrafas e resíduos pode ter colaborado para a propagação das chamas.

Áreas afetadas dentro e fora do Parque Nacional

Dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, na região do Morro da Baleia, estimativas do governo estadual apontam que ao menos 300 hectares foram queimados. Além disso, mais de 600 hectares foram destruídos na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra Dourada (PESD), área destinada a proteger a unidade de conservação contra impactos humanos.

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Monitoramento e investigações

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o foco em Colinas do Sul está confinado por barreiras e aceiros naturais. Duas equipes continuam no local fazendo o rescaldo para evitar a reignição de pontos quentes. Paralelamente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) investiga as causas para responsabilizar os culpados por eventuais irregularidades.

Condições climáticas extremas

O combate é dificultado por fatores meteorológicos severos, como temperaturas próximas a 37°C, baixa umidade e os efeitos do fenômeno El Niño. O governo reforçou a proibição do uso do fogo na região, orientando a população a evitar qualquer prática que possa gerar faíscas próximas à vegetação seca.

FONTE/CRÉDITOS: Madu Toledo