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O julgamento de três policiais militares sob acusação de envolvimento na morte do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado nesta segunda-feira (22), exigindo um recomeço do processo. A defesa dos réus deixou o plenário após um conflito com o promotor, resultando na dissolução do conselho de sentença e, consequentemente, na necessidade de um novo júri, cuja data ainda não foi estabelecida.
Vinícius Gritzbach, figura central neste caso, era réu por homicídio e suspeito de participar de esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de seu assassinato em 2024, ele firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público, revelando nomes ligados à organização criminosa e acusando policiais de corrupção.
A execução do empresário ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A decisão de anular o júri ocorreu após a oitiva de sete testemunhas de acusação na tarde desta segunda-feira, cujos depoimentos terão que ser repetidos no novo julgamento.
A expectativa inicial para o julgamento era de cinco dias, com a oitiva de 21 testemunhas, sendo nove indicadas pela acusação. Os réus, atualmente presos, são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues.
Além da execução de Gritzbach, os policiais militares também são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que estava no local no momento dos disparos, e por ferir duas outras pessoas com estilhaços.
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