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A corrupção no Equador ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (28/8), quando a Justiça condenou o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão. Ele foi considerado culpado por aceitar propinas na concessão e no financiamento do projeto hidrelétrico Coca Codo Sinclair, realizado pela empresa chinesa Sinohydro.
Além da pena privativa de liberdade, a sentença estabelece que o político está proibido de ocupar cargos públicos pelo resto da vida. Moreno também foi condenado a pagar uma indenização de 58 mil dólares e a realizar um pedido público de desculpas à população equatoriana.
A investigação apontou que a família do ex-presidente recebeu cerca de US$ 1 milhão em subornos da Sinohydro. O objetivo dos pagamentos era garantir o favorecimento da empreiteira na construção da importante hidrelétrica do país.
Outras pessoas também foram responsabilizadas pela Corte. Entre os condenados estão Conto Patiño, Luciano Cepeda Vasco, Henry Galarza Correa, Cai Runguo, Yan Huiju e Song Dongsheng, que atuavam como executivos da Sinohydro e funcionários do projeto.
Diante da decisão judicial, a defesa do ex-mandatário informou que ele nega todas as acusações apontadas pelo Ministério Público e que pretende recorrer da sentença nos tribunais superiores.
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