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Para reagir à aproximação da oposição com o setor privado, o governo antecipou a organização do jantar de Lula com banqueiros e empresários em Brasília, marcado para a próxima segunda-feira (31/8). O movimento ocorre após o presidente demonstrar forte incômodo com a participação de executivos influentes em um evento recente promovido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A lista de convidados para o encontro no Palácio do Alvorada abrange lideranças de peso do mercado financeiro e da indústria. Entre os nomes chamados pela equipe do governo federal estão Joesley Batista, José Seripieri Filho e os executivos André Esteves, do BTG Pactual, Milton Maluhy Filho, do Itaú, e Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.
Incômodo com integrantes do Conselhão
A irritação de Luiz Inácio Lula da Silva direcionou-se especialmente a empresários que mantêm forte interlocução com o Palácio do Planalto. A maior decepção do petista, segundo auxiliares próximos, foi com Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho do Bradesco. Trabuco é membro do Conselhão e costuma ter audiências reservadas com o chefe do Executivo.
Além de marcar presença no jantar do parlamentar do PL, Trabuco também recebeu Flávio Bolsonaro na sede do Bradesco. Outro ponto de atrito envolveu Milton Maluhy Filho, do Itaú, também integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, apontado como um dos articuladores do encontro da oposição.
Disputa por apoio no setor privado
Essas movimentações simultâneas evidenciam a acirrada disputa por pontes com a elite econômica nacional. Enquanto o senador pré-candidato busca consolidar diálogo com o mercado, o Planalto reage rapidamente para reafirmar suas alianças estratégicas com os principais nomes do empresariado brasileiro.
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