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Nesta quarta-feira (8/7), a Justiça do Rio de Janeiro oficializou a condenação de Jeander Vinicius da Silva Braga a 22 anos e nove meses de reclusão pelo assassinato do ator Jeff Machado. A sentença, proferida pelo Tribunal do Júri, responsabiliza o réu por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais, crimes motivados por um esquema de estelionato.
Maria das Dores Machado, mãe da vítima, manifestou publicamente sua indignação com o tempo de detenção estabelecido pela magistratura. Em entrevista à revista Quem, ela revelou que sua expectativa era de que o culpado recebesse uma pena entre 30 e 35 anos de prisão em regime fechado.
A família estuda agora a viabilidade de recorrer da decisão para ampliar o tempo de cárcere. Maria expressou preocupação com possíveis progressões de regime por bom comportamento, o que poderia reduzir o período de permanência do condenado na unidade prisional.
Resumo do caso e dinâmica do crime
- Jeff Machado desapareceu no final de janeiro de 2023, sendo encontrado apenas em maio, dentro de um baú enterrado e concretado em Campo Grande (RJ).
- O crime teria sido motivado por uma falsa promessa de emprego em uma novela, pela qual o ator teria desembolsado cerca de R$ 30 mil.
- O paradeiro do artista foi descoberto após o abandono de seus oito cães da raça Setter inglês, o que mobilizou a ONG Indefesos e a polícia.
- A investigação concluiu que Jeff foi dopado e estrangulado com um cabo telefônico durante uma emboscada armada pelos acusados.
Apesar de declarar que sente a "alma lavada" com o desfecho parcial, Maria das Dores enfatizou que nenhuma punição será capaz de trazer seu filho de volta. Ela descreveu o sentimento de repulsa ao recordar a frieza dos envolvidos no crime.
Julgamento do segundo envolvido
O processo judicial continua para o outro réu, Bruno de Souza Rodrigues, cujo julgamento está agendado para dezembro de 2026. A mãe do ator afirmou que pretende estar presente para prestar depoimento e lutar pela aplicação da pena máxima ao acusado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Bruno teria sido o mentor intelectual do crime, utilizando-se de manipulação e mentiras para persuadir Jeff com falsas oportunidades na Rede Globo. O corpo da vítima foi ocultado em uma kitnet alugada especificamente para este fim.
A defesa de Maria das Dores reforça que a luta por justiça permanece ativa até que todos os responsáveis recebam sentenças proporcionais à gravidade dos atos cometidos contra o artista catarinense, que tinha 44 anos na época do ocorrido.
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