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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu seu aval a um projeto de lei que eleva a Marcha para Jesus à condição de "bem cultural imaterial da nação brasileira". A medida, contida no PL 2179/19, também abre caminho para que verbas públicas de esferas municipal, estadual, distrital e federal sejam direcionadas à promoção de eventos gospel por todo o território nacional.
Anteriormente, a iniciativa legislativa já havia recebido o parecer favorável da Comissão de Cultura e, após a recente aprovação na CCJ, seu trâmite prossegue para o crivo do Senado Federal.
Conforme explicou o deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), propositor do projeto, o objetivo central é assegurar o reconhecimento da importância social, cultural, econômica e turística dos eventos religiosos de cunho cristão no Brasil. O parlamentar ressaltou que a Marcha para Jesus já figura no calendário oficial do país desde a promulgação da Lei 12.025/09.
Isidório sustenta que as celebrações cristãs, tanto evangélicas quanto católicas, desempenham um papel crucial na mobilização da sociedade, proporcionam amparo espiritual e fomentam a criação de postos de trabalho temporários, além de dinamizar o setor comercial e o turismo de caráter religioso.
Para que a proposta se converta em lei, é indispensável que ela obtenha a aprovação do Senado e, posteriormente, seja sancionada pelo presidente da República.
Aprofunde-se na tramitação de projetos de leiHistórico do evento
Com sua primeira edição em 12 de junho de 1993, na cidade de São Paulo, a Marcha para Jesus rapidamente se estabeleceu como uma das mais significativas manifestações cristãs do Brasil.
De acordo com seus organizadores, o evento é promovido em todas as unidades federativas brasileiras, congregando milhares de fiéis em celebrações marcadas por música e fervorosas demonstrações de fé.
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