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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou-se nesta quinta-feira (2/7) sobre a controversa expulsão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026, afirmando que a seleção norte-americana foi significativamente prejudicada pela decisão da arbitragem. Rubio defendeu a implementação de um mecanismo de apelação para lances como este, ressaltando a importância de revisões em momentos decisivos do torneio.
Na perspectiva de Rubio, o cartão vermelho aplicado a Balogun deveria ser passível de recurso, permitindo uma análise posterior que pudesse reverter ou confirmar a penalidade.
Questionado sobre o desempenho da equipe dos Estados Unidos no campeonato, o chefe da diplomacia norte-americana primeiramente elogiou a atuação da seleção antes de abordar o incidente que gerou ampla repercussão global.
“Eles foram excelentes. Foram claramente prejudicados com aquele cartão vermelho. Deveria existir um processo de apelação para isso. Provavelmente já é tarde demais”, declarou Rubio, evidenciando sua frustração com a situação.
A controvérsia em torno da expulsão
A polêmica ocorreu durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia, em 1º de julho, pela segunda fase da Copa do Mundo. Folarin Balogun, que havia aberto o placar no primeiro tempo, foi o centro das atenções ao ser expulso aos 15 minutos da etapa final, após uma revisão do árbitro de vídeo (VAR).
O incidente se deu quando o camisa 9 disputou uma bola com o zagueiro Muharemovic e, na sequência, pisou no calcanhar do adversário. Inicialmente, o árbitro brasileiro Raphael Claus não havia assinalado o cartão vermelho, mas foi alertado pelo VAR para reavaliar a jogada.
Após analisar as imagens no monitor, Claus anunciou a expulsão de Balogun pelo sistema de som do estádio em Santa Clara. A decisão gerou vaias da torcida presente, embora os próprios jogadores norte-americanos tenham demonstrado pouca contestação imediata em campo, dada a gravidade do contato. Com essa penalidade, Balogun ficará suspenso da próxima partida, válida pelas oitavas de final.
A expulsão rapidamente ganhou força nas redes sociais, mobilizando atletas de outras modalidades nos Estados Unidos. O ex-jogador da NFL Jason Kelce questionou se a jogada justificava um cartão vermelho, argumentando que o lance parecia acidental e desprovido de intenção de agredir o oponente.
Robert Griffin III, também ex-quarterback da NFL, elevou o tom de crítica, sugerindo que a decisão arbitral comprometeu as chances da seleção norte-americana no torneio. “Os EUA têm sua melhor chance de ganhar uma Copa do Mundo e dão um cartão vermelho absurdo para o nosso melhor jogador, tirando-o do próximo jogo das oitavas de final?”, escreveu em suas redes.
O papel de Rubio na Copa
As declarações de Marco Rubio adquirem um peso adicional devido ao seu papel como representante do governo durante o Mundial. Embora os Estados Unidos sejam anfitriões de aproximadamente 75% das partidas da Copa de 2026, o presidente Donald Trump tem mantido uma distância notável do evento.
O republicano não compareceu ao jogo de abertura da seleção norte-americana e tem concedido pouca visibilidade pública ao torneio em sua agenda oficial, tornando a manifestação de Rubio ainda mais relevante.
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