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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez um apelo contundente neste sábado (18/7) para que o governo de Cuba proceda à libertação imediata de mais de 700 indivíduos, que a Casa Branca classifica como presos políticos. Esta exigência surge no mesmo dia em que o artista e opositor cubano Luis Manuel Otero Alcántara desembarcou em território norte-americano, após cumprir uma pena de cinco anos de prisão na ilha.
Em uma nota oficial divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano, Rubio reiterou a demanda: "Pedimos a libertação imediata dos mais de 700 presos políticos mantidos injustamente pelo regime cubano".
A chegada de Luis Manuel Otero Alcántara aos Estados Unidos adiciona urgência à solicitação. O Departamento de Estado descreveu o dissidente como um artista que enfrentou severa repressão por parte das autoridades cubanas.
Otero Alcántara, de 38 anos, é reconhecido como um dos fundadores do Movimento San Isidro, um coletivo de artistas, escritores e músicos que tem criticado abertamente as restrições à liberdade de expressão em Cuba.
Ele aterrissou em Miami, nos EUA, onde foi calorosamente recebido por apoiadores. Estes manifestaram seu suporte com bandeiras cubanas e entoando o lema "Pátria e Vida", que se tornou um símbolo da oposição ao governo.
A prisão de Luis Manuel Otero Alcántara
O artista foi detido em 11 de julho de 2021, quando se preparava para participar de um protesto contra o governo cubano, ao sair de sua residência.
Em 2022, Otero Alcántara foi condenado a cinco anos de prisão. As acusações incluíam desrespeito aos símbolos nacionais, desacato e desordem pública, conforme a legislação cubana.
Ele cumpriu sua pena em uma prisão de segurança máxima localizada em Guanajay, nas proximidades de Havana. Sua libertação foi condicionada à sua saída de Cuba, e os Estados Unidos concederam-lhe uma autorização humanitária para a entrada no país.
Por sua vez, o governo cubano consistentemente nega a existência de presos políticos em seu território. As autoridades afirmam que os indivíduos condenados por envolvimento em protestos foram julgados por crimes previstos na legislação nacional.
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