Um vídeo divulgado em redes sociais neste sábado (18/7) registra o instante do ataque perpetrado pelo Irã contra uma base militar na Jordânia, resultando na morte de dois soldados dos Estados Unidos. As Forças Armadas norte-americanas confirmaram que um terceiro militar está desaparecido.

Escalada de tensões

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os óbitos ocorreram na sexta-feira (17/7), durante uma tentativa das tropas americanas de repelir um ataque com mísseis balísticos e drones iranianos. Os nomes dos militares falecidos ainda não foram divulgados.

CENTCOM Statement on Recently Fallen, Missing U.S. Service Members

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TAMPA, Fla. — On July 17, two U.S. service members in Jordan were killed in action as U.S. Central Command (CENTCOM) and partner forces defended against Iranian ballistic missile and drone attacks. Additionally,…

— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 18, 2026

Quatro outros militares foram resgatados do local e encaminhados a hospitais na Jordânia, recebendo alta posteriormente, segundo autoridades americanas. As circunstâncias do desaparecimento do terceiro soldado não foram detalhadas pelo governo dos EUA.

Os Estados Unidos mantiveram, pelo sétimo dia consecutivo, bombardeios contra alvos no Irã. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, comentou o ataque em publicações nas redes sociais, referindo-se aos EUA como "Grande Satã" e prometendo "lições inesquecíveis".

Estas mortes marcam o primeiro incidente direto causado por forças iranianas desde o reinício dos confrontos entre os dois países no início deste mês. Desde fevereiro, quando o conflito se intensificou, 16 militares americanos perderam a vida e mais de 430 foram feridos.

A ofensiva ocorre em um contexto de crescente tensão entre Washington e Teerã, com o conflito centrado principalmente no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo. No sábado, ataques iranianos também atingiram instalações no Kuwait, incluindo uma usina de dessalinização e uma unidade petrolífera.

FONTE/CRÉDITOS: Maria Laura Giuliani