Uma intensa massa de ar polar começou a avançar pelo Brasil nesta semana, provocando uma acentuada queda de temperatura e risco de geada em cinco estados, logo após a passagem de tempestades severas que causaram estragos e mortes no Sul e Sudeste.

Meteorologistas explicam que o contraste entre a massa de ar frio e o ar quente e úmido criou o cenário propício para a formação de vendavais, chuvas intensas e até mesmo a ocorrência de tornados.

Tornado e enchentes no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a passagem de uma supercélula culminou em um tornado que atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro pessoas feridas. O fenômeno provocou estragos significativos em diversas propriedades da região noroeste do estado.

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Além dos ventos fortes, o alto volume de chuva fez com que cidades como Caxias do Sul, Rolante e Flores da Cunha superassem os 100 milímetros de precipitação. As novas enchentes deixaram cerca de mil pessoas fora de casa no território gaúcho.

Vendavais e estragos na Região Sudeste

Paralelamente, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro sofreram com ventania extrema, cujas rajadas ultrapassaram os 120 km/h. O vendaval causou a queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e bloqueios no transporte.

A violência das tempestades resultou em ao menos três mortes em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, onde as equipes de resgate também buscam por uma pessoa desaparecida.

Frio intenso e risco de geada nos próximos dias

A partir de agora, o avanço da massa polar deve derrubar os termômetros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Especialistas da Meteored projetam mínimas abaixo de 10°C na Região Sul, com possibilidade de geadas isoladas e marcas de até 4°C na Serra Catarinense.

Na cidade de São Paulo, a mudança climática será abrupta, com as máximas caindo de 30°C para 21°C em apenas 24 horas. O ar frio também chegará de forma mais suave ao Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas Gerais.

Esfriamento deve ter curta duração

Apesar do declínio acentuado nas temperaturas em várias regiões, os meteorologistas indicam que o frio não vai durar muito tempo. Sob a influência do padrão climático atual e do fenômeno El Niño, as temperaturas médias tendem a subir rapidamente ao longo dos próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Álvaro Luiz