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Entidades médicas lançaram um guia inédito para orientar profissionais da saúde sobre a prescrição correta da mamografia digital, prevenindo negativas indevidas por parte dos planos de saúde. O documento foi divulgado após relatos de barreiras burocráticas enfrentadas por pacientes.

O material tem o apoio do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

A iniciativa busca assegurar o acesso ao exame, vital no combate ao câncer de mama. Desde o dia 1º de outubro, operadoras são obrigadas a cobrir a tecnologia sem limite de idade ou gênero, caso haja indicação médica.

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Contudo, falhas na escrita dos pedidos vinham causando recusas ou a realização de exames convencionais por engano. Segundo o CBR, requisições detalhadas agilizam a liberação pelas empresas e evitam interpretações errôneas.

Novas regras de prescrição

A principal recomendação é que o receituário traga explicitamente o termo mamografia digital, em vez de apenas mamografia. A finalidade clínica também deve constar no documento.

A exigência vale tanto para rastreios quanto para investigações diagnósticas ou monitoramento de tratamentos já iniciados.

Impacto da mudança

Clínicas e operadoras precisam atualizar seus sistemas para cumprir a diretriz da ANS, que derrubou a restrição etária anterior para o formato digital.

Especialistas reforçam que o armazenamento digital das imagens otimiza o acompanhamento clínico e a precisão dos diagnósticos.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil