A cena cultural do Distrito Federal está em luto com o falecimento de Rivas Álibi, aos 56 anos, ocorrido neste domingo (5) em decorrência de um câncer. O artista foi um dos maiores expoentes do rap de Brasília e idealizador da Casa do Hip Hop de Ceilândia, deixando uma marca indelével na história da música urbana brasileira.

O diagnóstico da enfermidade havia sido compartilhado anteriormente pelos familiares, que detalharam o processo de biópsias e o início das sessões de quimioterapia. Durante todo o enfrentamento da doença, a família manteve uma postura de resiliência e esperança, comunicando o falecimento com serenidade através das redes sociais.

Rivas Alves, também reconhecido pelo apelido Kabala, construiu uma trajetória sólida ao lado de seu irmão, o DJ Jamaika, no grupo Álibi. Juntos, eles ajudaram a posicionar a capital federal como um dos principais polos do movimento hip-hop no Brasil, influenciando diversas gerações de artistas.

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Legado na Casa do Hip Hop de Ceilândia

Além dos palcos, sua atuação na fundação da Casa do Hip Hop de Ceilândia foi fundamental para a promoção da cidadania. O centro cultural tornou-se um refúgio para jovens periféricos, oferecendo oportunidades por meio de oficinas de breaking, graffiti e outras expressões da arte de rua ao longo de quatro décadas.

A canção "Pague pra Entrar e Reze pra Sair" permanece como um dos hinos mais emblemáticos do rap nacional. Para Rivas, a cultura era muito mais do que entretenimento; era uma ferramenta de transformação social e inclusão para as comunidades menos assistidas das periferias.

Ao se despedirem, os familiares exaltaram a criatividade e a fé que guiaram a vida do pioneiro. O legado de Rivas Álibi sobrevive não apenas em suas composições, mas no impacto social contínuo gerado por suas iniciativas, que seguem mudando trajetórias de vida até hoje.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático