O motorista da campanha de Fernando Haddad relatou em mensagens de WhatsApp que estava sentindo forte temor após afirmar ter sido seguido por uma viatura da Polícia Militar na noite de uma terça-feira em São Paulo.

“Mano, que medo”, escreveu o profissional pelo aplicativo às 23h03 daquele dia. Ele compartilhou o episódio instantes depois com um advogado, destacando que não sabia exatamente a quem recorrer após o ocorrido na zona sul da capital.

A primeira mensagem sobre a situação foi enviada cerca de uma hora depois de deixar o candidato em sua residência, no Planalto Paulista. O motorista ressaltou que preferia não esticar o assunto diretamente com o chefe para evitar preocupações desnecessárias.

Publicidade

Leia Também:

Cronologia e divergências

Imagens de câmeras de segurança e registros de geolocalização tornaram-se o centro de um debate sobre a veracidade dos fatos. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que análises em dezenas de equipamentos não apontaram irregularidades na atuação dos agentes.

Por outro lado, a defesa e o próprio funcionário mantêm a versão de que houve intimidação nas ruas. O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes do estado de São Paulo.

FONTE/CRÉDITOS: Vinicius Passarelli and Ramiro Brites