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Em Aparecida de Goiânia, uma mulher foi detida no último sábado (10/7) sob a acusação de extorquir garotas de programa que trabalhavam no Bairro Nossa Senhora de Lourdes. A ação da Guarda Civil Municipal (GCM) ocorreu após denúncias, revelando que a suspeita exigia pagamentos entre R$ 80 e R$ 200 pelo uso do "ponto" de atuação.
A GCM localizou a investigada após receber relatos de profissionais do sexo que denunciavam ameaças caso não efetuassem os pagamentos exigidos. O incidente está sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO).
O GCM Jefferson Monteiro Santana detalhou que as vítimas forneceram as características da mulher, que foi localizada durante um patrulhamento na área. No aparelho celular da suspeita, foram encontrados diversos comprovantes de transferências via PIX, que confirmavam as cobranças às mulheres que atuam na região.
Outro caso de extorsão a profissionais do sexo na região
É importante destacar que, em 25 de junho, outro incidente semelhante ocorreu na mesma localidade. Uma cafetina de 47 anos foi detida, acusada de ameaçar e impor "multas" a garotas de programa.
A prisão foi efetuada após duas vítimas, de 24 e 32 anos, buscarem auxílio da Polícia Militar (PM). Segundo informações da corporação, a acusada extorquia as profissionais do sexo com a cobrança diária de R$ 60, um "pedágio" para permitir a circulação e permanência delas nos pontos de trabalho.
Caso o pagamento não fosse realizado, a suspeita aplicava uma "taxa" de atraso que chegava a R$ 300.
Durante a operação, as vítimas apresentaram à PM comprovantes de pagamentos feitos regularmente à cafetina. As garotas de programa também relataram que a suspeita mencionava um comparsa não identificado, que supostamente seria o encarregado de "aplicar punições" em caso de não cumprimento dos pagamentos.
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