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A Justiça de São Paulo, através do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), decidiu na última quarta-feira (8/7) negar o pedido de redução de pena apresentado por Lindemberg Alves Fernandes. Lindemberg, que foi condenado pelo chocante assassinato de Eloá Pimentel em 2008, buscava a diminuição do tempo de sua sentença com base em seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025.
A legislação brasileira permite a remição de pena para detentos que buscam a educação, desde que cumpram critérios definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No entanto, a análise do caso revelou que Lindemberg Alves não alcançou a pontuação mínima necessária em uma das áreas de conhecimento avaliadas pela prova.
Para que o benefício da remição de pena seja concedido, é exigido que o detento obtenha pelo menos 450 pontos em cada área do conhecimento e uma nota igual ou superior a 500 pontos na redação. Como Lindemberg Alves não atingiu o desempenho mínimo em uma das disciplinas, o TJSP considerou que ele não se qualificou para a aprovação nos termos previstos para a concessão do benefício, resultando na negativa do pedido.
Relembre o caso Eloá Pimentel
O caso que abalou o Brasil em 2008 envolveu o sequestro e assassinato de Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, por seu ex-namorado Lindemberg Alves. Ele a manteve em cárcere privado por mais de 100 horas, juntamente com uma amiga, Nayara. A tragédia culminou com um disparo da polícia durante a invasão do apartamento, resultando na morte de Eloá e ferimentos em Nayara. Lindemberg Alves foi inicialmente condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, pena posteriormente reduzida para 39 anos e três meses. Atualmente, ele cumpre pena em Tremembé, no interior de São Paulo.
Irmão de Eloá baleado
Em um desdobramento trágico, Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel e tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar, foi baleado na cabeça em 27 de junho. O incidente ocorreu enquanto o policial aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois indivíduos em uma motocicleta se aproximaram, e o garupa efetuou o disparo à queima-roupa antes de fugirem.
As investigações apontam que o ataque foi premeditado, com evidências de que os suspeitos monitoravam a movimentação do tenente Pimentel antes do crime. As autoridades seguem apurando as motivações por trás do atentado.
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