Pela primeira vez, uma coleção de arte sacra afro-brasileira chega a Goiânia nesta quinta-feira, às 19h, no Museu Antropológico da UFG. A exposição "Assentamentos – Arte Sacra em Terreiros de Goiânia e Entorno" reúne mais de 40 peças de 16 terreiros de matriz africana e indígena da capital e região metropolitana.

A mostra, que segue aberta ao público até 9 de outubro, propõe uma reflexão profunda sobre as contribuições africanas e indígenas na identidade cultural goiana. O projeto conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, viabilizados pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Patrimônio histórico e material

A produção sacra reunida é fruto de um levantamento de dois anos em Aparecida de Goiânia, Trindade, Abadia de Goiás e na capital. Os itens expostos abrangem desde ferramentas, vestimentas e imagens sacras até registros de ritos, cantos e espaços litúrgicos fundamentais para a memória coletiva.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Além dos elementos sagrados contemporâneos, a galeria exibe coleções fotográficas históricas da década de 1970 pertencentes ao acervo do museu. Entre os registros, destaca-se a documentação sobre a "Procissão dos Pretos-Velhos de Goiânia", que marcou a resistência cultural durante o regime militar.

Combate à intolerância religiosa

Idealizada pelo arquiteto e curador Ricardo Braudes, a iniciativa busca dar visibilidade à rica diversidade religiosa da região. Segundo dados da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de Goiás, existem milhares de espaços ativos, fundamentais para a preservação histórica.

Para os organizadores, expor esses artefatos ajuda a combater o preconceito e a intolerância religiosa. A exibição também fortalece o cumprimento da legislação que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas do país.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online