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Os passageiros da Grande São Paulo enfrentam, nesta quarta-feira (5/8), os impactos do segundo dia da greve dos ferroviários. A paralisação afeta diretamente a circulação de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após impasse nas negociações entre o sindicato da categoria e o Governo de São Paulo.
A mobilização atinge principalmente as linhas 11-Coral e 12-Safira, que circulam de forma parcial, além da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto, que permanecem totalmente paralisados. A orientação da CPTM é para que os usuários consultem o status da operação antes de sair de casa e busquem caminhos alternativos.
Operação no sistema e alternativas de transporte
Por outro lado, o atendimento nas demais rotas segue normal. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa funcionam sem alterações. Para mitigar os transtornos, o Metrô antecipou a abertura das estações para 4h e reforçou a oferta de viagens e o efetivo em estações estratégicas como Brás e Palmeiras-Barra Funda.
Como medida complementar para a mobilidade urbana, a Prefeitura de São Paulo manteve o rodízio municipal de veículos suspenso ao longo de todo o dia para carros com placas de finais 5 e 6. Além disso, o plano emergencial Paese disponibilizou 128 ônibus adicionais para auxiliar os passageiros prejudicados.
Impasse nas negociações e reinvindicações
A continuidade da paralisação ocorre após reuniões sem acordo com o Poder Executivo estadual. A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, cobra garantias formais de manutenção dos postos de trabalho frente aos processos de concessão à iniciativa privada.
Entre as reivindicações centrais estão a reestatização dos trechos concedidos à Trivia Trens e o apoio governamental ao Projeto de Lei nº 730/2025 na Alesp, que trata da absorção dos funcionários da estatal por outros órgãos públicos. Uma nova assembleia dos trabalhadores está agendada para as 17h desta quarta-feira.
Histórico recente de falhas na operação
A crise no sistema ferroviário paulista se intensificou após falhas operacionais registradas recentemente. Em 23 de julho, um incêndio em uma composição interrompeu a circulação nas linhas 11, 12 e 13, forçando passageiros a caminharem pelos trilhos no escuro perto da estação Tatuapé.
Os problemas surgiram logo após a concessionária Trivia Trens assumir a gestão das rotas. Diante dos episódios recorrentes de falhas e superlotação, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse temporariamente a operação conjunta desses trechos por até 90 dias.
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