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Os candidatos ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT), criticaram a postura do governador Mateus Simões (PSD) diante da ocupação em Uberlândia ocorrida nesta segunda-feira (31/8). O protesto promovido por cerca de 130 pessoas do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) na Fazenda Bom Jardim gerou repercussão na corrida eleitoral do estado.

Em publicação nas redes sociais, Kalil fez acusações duras e chamou o atual gestor de "frouxo". O candidato ressaltou a importância do município do Triângulo Mineiro para o agronegócio e cobrou respostas imediatas da administração estadual para conter a entrada de movimentos sociais em áreas produtivas.

Kalil assegurou ainda que pretende encerrar esse tipo de conflito territorial no estado caso seja vitorioso nas urnas, afirmando que regiões agrícolas estratégicas necessitam de garantias de segurança jurídica.

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Já o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, afirmou observar o cenário com apreensão. O postulante petista declarou que o direito à propriedade é garantido pela Constituição, mas ponderou que a desapropriação de áreas sem função social deve ocorrer estritamente pelos trâmites legais.

Patrus também acusou o Palácio da Liberdade de omitir-se na prevenção do impasse para gerar palanque político. Segundo ele, eventuais reintegrações de posse devem ser determinadas pelo Judiciário com o acompanhamento do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Atuação do governo estadual

O governador Mateus Simões interrompeu compromissos de campanha e viajou ao município para acompanhar a ação promovida pelo MTL. O gestor adiantou que o estado não negociará a permanência do grupo na propriedade rural.

A Polícia Militar isolou o perímetro da Fazenda Bom Jardim para impedir a chegada de novos integrantes. Simões explicou que descartou a atuação imediata da Força de Choque por causa da presença de crianças no local, priorizando a segurança dos ocupantes.

Por fim, o governador reiterou que as invasões de terras continuam sendo tratadas como crime em território mineiro e assegurou que o Executivo agirá com o rigor necessário, mantendo o cumprimento da legislação sem o uso de violência.

FONTE/CRÉDITOS: Thayná Schuquel