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O partido Novo solicitou a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após o estopim gerado pelas revelações do caso envolvendo o Banco Master. A legenda fundamentou o pedido em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.
Andrei foi afastado cautelarmente na última terça-feira (8) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na mesma ocasião, Leandro Almada, diretor de Inteligência da corporação, também deixou o cargo.
A Segunda Turma do STF alcançou maioria para respaldar a decisão liminar. No entanto, o encerramento da votação acabou adiado devido a um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.
Para justificar a medida extrema contra o delegado, a sigla apontou conversas enviadas por Vorcaro a um contato apontado pelos investigadores como sendo o ministro Alexandre de Moraes.
Em um dos trechos destacados, o ex-controlador do Banco Master menciona um suposto pedido de blindagem direcionado a Andrei e a Paulo, identificado pelos agentes como o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A petição protocolada pelo partido aponta indícios de proximidade entre Vorcaro e figuras de cúpula da Suprema Corte. A defesa da legenda enfatizou o risco de interferências em apurações conduzidas pela própria corporação.
Além disso, o partido sustentou que o delegado estaria atuando para barrar um eventual acordo de delação premiada. A denúncia de intimidações e pressões partiu do próprio ex-banqueiro durante audiência com Mendonça.
Diante do cenário de acusações e suspeitas de monitoramento ilegal apontadas por André Mendonça, o magistrado optou pelo afastamento preventivo como a resposta institucional mais adequada ao caso.
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