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A produção de cebola em Goiás avançou 32,6% em 2025, impulsionada por um forte ganho de produtividade que compensou a redução da área plantada, segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal divulgada pelo IBGE.

Cada hectare no estado passou a render em média 67,3 toneladas, superando as 47,5 toneladas do período anterior. Com isso, a colheita saltou de 199 mil para 263,9 mil toneladas.

Essa expansão ocorreu mesmo com a retração de 6,4% na área colhida. Os agricultores conseguiram extrair cerca de 20 toneladas adicionais por hectare, otimizando o uso do solo goiano.

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O desempenho teve impacto direto no abastecimento nacional. Entre 2024 e 2025, a safra brasileira cresceu em 189,7 mil toneladas, sendo que Goiás respondeu por 34,2% desse acréscimo total.

O rendimento das lavouras locais ficou 79,7% acima da média brasileira, consolidando o estado na terceira posição entre os maiores produtores do país, atrás de Santa Catarina e Bahia.

Na última década, a participação goiana na oferta nacional quase dobrou. Em 2015, o volume era de 105,2 mil toneladas, mostrando uma expansão consistente da atividade agrícola regional.

O município de Cristalina destacou-se como o principal polo produtor, respondendo por quase 80% de toda a safra do estado em 2025, com média de 69,1 toneladas por hectare.

Segundo a Embrapa Hortaliças, o cultivo fora do Sul do país depende essencialmente de irrigação por pivô central e de um rigoroso manejo hídrico durante a formação do bulbo.

A escolha correta de cultivares, adaptadas à incidência solar e à temperatura local, também se mostrou determinante para garantir a alta qualidade e o rendimento da colheita.

Dados da Conab mostram que Goiás manteve forte presença nos mercados externos, fornecendo 8,8 mil toneladas de cebola às centrais de abastecimento em agosto de 2026.

A microrregião do Entorno de Brasília liderou o envio de hortaliças entre as áreas monitoradas, ao lado de municípios como Goiânia, Catalão e Porangatu.

A diversificação das regiões produtoras assegura a estabilidade no abastecimento nacional, com expectativa de forte entrada da safra sulista nos meses finais do ano.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira