Uma tragédia marcada por dor, revolta e sensação de impunidade abalou moradores da zona rural de Luziânia. A professora Camila Gonçalves de Mendonça teve a vida interrompida de forma brutal na GO-010, no povoado Samambaia, na noite em que seguia para um culto no povoado São Bento.

O acidente ocorreu por volta das 19h30, em um trecho de baixa visibilidade. Camila foi surpreendida por um homem que trafegava no meio da rodovia montado em um cavalo, sem qualquer tipo de sinalização que permitisse sua identificação à distância. Sem tempo de reação, a professora colidiu violentamente com o animal.

O que já era uma fatalidade ganhou contornos ainda mais revoltantes. Após o impacto, o responsável, identificado como Daniel Gonçalves Duarte, simplesmente deixou o local sem prestar qualquer tipo de socorro à vítima. Camila permaneceu caída na rodovia, gravemente ferida, à espera de ajuda. De acordo com informações apuradas, o tempo em que ficou sem atendimento pode ter sido determinante para o desfecho trágico.

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Daniel Gonçalves Duarte
Daniel Gonçalves Duarte

Testemunhas relataram que Daniel estava embriagado no momento do acidente e fugiu montado no próprio cavalo, evidenciando uma tentativa clara de escapar da responsabilização. Além da imprudência que resultou na colisão, a omissão de socorro agrava ainda mais a gravidade da situação.

Equipes do SAMU foram acionadas, mas ao chegarem ao local, Camila já não resistia aos ferimentos. Durante o atendimento, surgiram informações de que outra pessoa também estaria envolvida no acidente. Com base em relatos de populares, Daniel foi localizado posteriormente, mas negou participação no ocorrido, alegando ter se envolvido em outro acidente.

Apesar das circunstâncias, das evidências e da gravidade dos fatos, o caso terminou de forma que tem gerado indignação: Daniel Gonçalves Duarte firmou um acordo de Não Persecução Penal, pagando o valor de R$ 1.000,00, e não foi levado a julgamento.

A morte de Camila, uma professora que se dedicava à educação e à comunidade, agora ecoa não apenas como uma perda irreparável, mas também como símbolo de um sistema que, para muitos, falhou em entregar justiça.