As empresas brasileiras agora precisam identificar riscos e adotar medidas para garantir a saúde mental dos trabalhadores. A exigência faz parte da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que retoma sua vigência este mês após passar por períodos de suspensão e debates.

O tema foi amplamente debatido durante o seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho. O evento acadêmico ocorre na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), situada em Belo Horizonte.

A atual regulamentação passou a incluir formalmente os fatores psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Conforme explicou o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, a lei força empregadores a mapear perigos e aplicar controles efetivos.

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Dados oficiais da Previdência Social revelam que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária devido a transtornos mentais em 2025. O índice representa um acréscimo de 15,66% na comparação com o ano anterior.

Desafios e prevenção

Os diagnósticos mais recorrentes no último ano envolveram quadros de ansiedade e episódios depressivos. Especialistas ressaltam que nem todos os afastamentos decorrem exclusivamente da atividade profissional, mas os números evidenciam a urgência de melhorias organizacionais.

Fatores como excesso de jornada, assédio, violência e metas abusivas elevam consideravelmente o estresse corporativo. Com a nova regra, organizações em setores como telemarketing e bancos precisam revisar suas cobranças para evitar danos físicos e psicológicos.

O Ministério do Trabalho passa a contar com poder fiscalizatório para atuar em casos de descumprimento. A fiscalização prioriza inicialmente a orientação, mas prevê multas proporcionais ao porte da empresa e à gravidade das irregularidades constatadas.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil