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O secretário do Exército dos Estados Unidos, dan driscoll, entregou sua carta de renúncia à Casa Branca após enfrentar um período de forte desgaste com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Aliado próximo do vice-presidente JD Vance, Driscoll é a baixa mais recente na alta cúpula do Pentágono.
A demissão acontece enquanto o país conduz operações militares contra o Irã e mantém milhares de militares no Oriente Médio. O ex-secretário também atuava em negociações diplomáticas entre Moscou e Kiev sobre o conflito na Ucrânia.
Segundo relatos da imprensa norte-americana, Driscoll apontou falhas nos planos de transformação militar. Na visão dele, demissões de generais promovidas por Hegseth prejudicavam a prontidão da tropa.
A administração federal evitou maiores polêmicas. Em nota oficial, a porta-voz Anna Kelly agradeceu os serviços prestados pelo ex-gestor durante o mandato.
Desgaste e conflitos internos
- Fontes do governo indicam que o chefe do Pentágono enxergava o subordinado como um obstáculo interno e articulava sua saída.
- O clima pesou ainda mais após a destituição do general Randy George, ex-chefe do Estado-Maior, em abril.
- A decisão isolou Driscoll, que manifestou solidariedade pública ao general demitido.
- Novos atritos surgiram em junho, quando comandos na Europa também sofreram intervenções diretas de Hegseth.
Críticas ao setor de defesa
Ele também direcionava duras críticas às grandes corporações bélicas contratadas pelo governo norte-americano.
“A base industrial de defesa, de modo geral, e as grandes contratadas, em particular, enganaram o povo americano”, declarou anteriormente.
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