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O Sindicato dos Bancários de Brasília está cobrando uma apuração minuciosa sobre as denúncias de assédio moral e sexual contra o presidente da BRBCard, Celso Eloi de Souza Cavalhero. A manifestação ocorre após o retorno do executivo às suas funções, gerando forte clima de insegurança e medo entre os colaboradores da instituição financeira no Distrito Federal.

A cobrança por providências se intensificou com a reintegração do dirigente, mesmo com as investigações em andamento. Anteriormente, o Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) havia decidido pelo afastamento preventivo de Eloi, após a formalização de sete relatos considerados de elevada gravidade.

Contudo, a decisão de suspensão foi revertida após uma manifestação da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF). Segundo o órgão de controle, o ato de afastamento carecia de elementos que demonstrassem uma ameaça concreta à instrução processual naquele estágio inicial, o que viabilizou o retorno do gestor ao cargo.

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A decisão gerou imediata reação dos trabalhadores. De acordo com a entidade sindical, funcionários que prestaram depoimentos à Corregedoria relatam forte clima de tensão, sentindo-se intimidados com a volta de Celso Eloi. Há relatos, inclusive, de funcionárias que optaram pelo pedido de demissão para evitar novos episódios de constrangimento no ambiente corporativo.

O sindicato ressalta que não busca um julgamento precipitado e reconhece o direito de defesa do executivo. No entanto, defende que a prioridade deve ser a garantia de um ambiente de trabalho saudável e seguro. "O que a entidade cobra é uma investigação séria, independente, transparente e capaz de esclarecer os fatos", destacou a representação dos bancários.

Histórico do afastamento e condutas apontadas

O afastamento preventivo havia sido determinado em 1º de julho de 2026, por decisão colegiada do Conselho de Administração do BRB. Na ocasião, o colegiado apontou indícios de práticas abusivas que justificavam a medida protetiva. Entre as condutas sob investigação, constam relatos de:

  • Uso abusivo de autoridade para intimidação de subordinados;
  • Exposição de colaboradores a situações humilhantes e constrangedoras;
  • Microgerenciamento punitivo e comunicação em tom hostil;
  • Manutenção de um clima organizacional de constante tensão e desgaste psicológico.

Para o Conselho de Administração, o afastamento temporário era necessário para proteger as testemunhas e assegurar a produção de provas sem interferências hierárquicas. A medida foi considerada proporcional aos riscos e alinhada às boas práticas de governança corporativa e proteção à dignidade humana.

Contraponto e posicionamento oficial

Por outro lado, a CGDF argumentou que o ato de afastamento não detalhou ameaças específicas às investigações e ocorreu antes da conclusão do juízo de admissibilidade. Embora a manifestação da Controladoria tenha caráter opinativo, o BRB acatou a recomendação e reintegrou o presidente.

Procurada para comentar o caso e o descontentamento dos funcionários, a assessoria de imprensa do BRB e de suas empresas coligadas não enviou posicionamento até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações oficiais dos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Manoela Alcântara