Os registros de hepatite A no estado de São Paulo dispararam ao longo do primeiro semestre de 2026. Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde, o território paulista contabilizou 1.880 ocorrências da enfermidade entre janeiro e junho, superando o total acumulado em todo o ano anterior, que fechou com 1.663 notificações.

Especialistas apontam que a deficiência no acesso a serviços básicos de infraestrutura urbana costuma atuar como vetor para infecções gastrointestinais. Dados do Instituto Trata Brasil indicam que populações vivendo próximas a córregos poluídos enfrentam quadros recorrentes de patologias ligadas à falta de saneamento.

De acordo com o DATASUS (2024), a região Sudeste acumulou mais de 109 mil internações e 2.052 óbitos decorrentes dessas complicações sanitárias. Pesquisas demonstram que as periferias concentram as parcelas mais vulneráveis, embora a capital paulista mantenha índices elevados de cobertura de esgoto.

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Alimentação contaminada e o cenário em Ribeirão Preto

O município de Ribeirão Preto concentrou 1.024 diagnósticos positivos entre janeiro e julho de 2026. No entanto, a subsecretária de Vigilância em Saúde local, Luzia Márcia Romanholi Passos, esclarece que o surto não decorre de falhas estruturais, mas sim do manuseio inadequado de alimentos.

A ingestão de vegetais mal lavados e o preparo de comida por pessoas infectadas impulsionaram a disseminação rápida. A prefeitura reforçou que a rede de abastecimento e o tratamento de esgoto operam dentro dos parâmetros legais, com índices superiores à média nacional de cobertura.

Medidas preventivas recomendadas

Autoridades de saúde reforçam estratégias fundamentais para barrar a transmissão comunitária da moléstia:

  • Isolamento social de casos confirmados
  • Higienização rigorosa das mãos com frequência
  • Consumo de água tratada
  • Ingestão exclusiva de alimentos com procedência garantida
  • Desinfecção correta de hortaliças com soluções cloradas
FONTE/CRÉDITOS: Nicole Braga