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O Órgão Especial do TJ-SP manteve nesta quarta-feira (30) a decisão provisória que suspendeu a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, conhecido como delegado Da Cunha, da Polícia Civil de São Paulo.
Hoje deputado federal pelo União Brasil, ele foi exonerado em 3 de setembro. A medida havia sido suspensa liminarmente no mesmo dia, e o entendimento agora foi referendado pela corte estadual. O mérito do processo ainda será julgado.
Da Cunha recorreu à Justiça sob a alegação de que o processo administrativo apresenta vícios e deveria ser anulado. Por sua vez, o governo estadual defendeu a legalidade da exoneração.
Controvérsia sobre operação policial
A perda do cargo decorre de episódios em que o policial produzia vídeos de ações de segurança. Em julho de 2020, um homem foi resgatado de um cativeiro na zona leste de São Paulo.
Conforme a investigação, Da Cunha teria ordenado que a vítima retornasse ao imóvel para que a operação fosse reencenada diante das câmeras, gerando imagens com tom heroico para suas redes sociais.
Colegas de farda relataram à Corregedoria que tentaram impedir a simulação, sem sucesso. O delegado admitiu a gravação posterior, justificando-a como uma reprodução simulada para auxiliar nas investigações.
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