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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) aceitou a denúncia do Ministério Público e manteve a prisão preventiva da dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, investigada pela morte do jornalista Delson Carlos. O crime ocorreu no dia 24 de janeiro após um desentendimento em um apartamento de luxo, situado em Goiânia.
Com a decisão do tribunal, a profissional de saúde tornou-se ré e responderá formalmente por homicídio qualificado — motivado por futilidade e com recursos que dificultaram a defesa da vítima —, além de lesão corporal qualificada no âmbito da violência doméstica.
Ao indeferir o pedido de habeas corpus impetrado pelos advogados da ré, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara enfatizou a gravidade concreta da infração e a necessidade imperiosa de resguardar a ordem pública, apontando a elevada reprovabilidade na atitude da investigada.
Alegações da defesa sobre surto psicótico
No recurso apresentado, a defesa sustentou que a agressão contra o comunicador tratou-se de um evento isolado. Segundo os advogados, a cliente teria sofrido uma crise psíquica aguda e um possível surto psicótico provocado pela interação entre bebidas alcoólicas e medicamentos sedativos.
A equipe jurídica alegou que tal quadro pontual não deveria fundamentar a periculosidade da investigada sem um laudo médico-legal conclusivo. Como alternativa, solicitaram a substituição da custódia por medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, proibição de aproximação do imóvel e tratamento psiquiátrico.
Histórico e conversão da prisão preventiva
Renata teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia. Em seus esclarecimentos à polícia, a investigada, que se apresenta nas redes como advogada e influenciadora, negou ser dependente química, ter histórico de transtornos mentais ou fazer uso contínuo de medicação controlada.
Dinâmica do crime no apartamento
As investigações apontam que a vítima, a ré, a companheira de Renata e o marido de Delson consumiam álcool no imóvel quando uma discussão se iniciou. A briga culminou em um ataque a faca no sétimo andar do edifício, ferindo também a companheira da agressora no ombro e atingindo o animal de estimação do jornalista.
Após o crime, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) precisaram intervir para deter a suspeita, que havia se trancado no local e apresentava descontrole emocional. Os agentes utilizaram dispositivos não letais e armas de choque para conter a dentista.
Quem era a vítima
Delson Carlos era um reconhecido comunicador em Goiás. Ele assinava uma coluna social no Diário de Aparecida, além de atuar como editor da Revista Class e do Portal Class News. Formado em Marketing e pós-graduado, mantinha forte presença digital com cerca de 95 mil seguidores nas redes sociais.
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