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A população em situação de rua tem gerado preocupação e reclamações entre os moradores do Setor Aeroporto, em Goiânia. O motivo principal é o crescimento na sensação de insegurança e os relatos de tentativas de invasão em edifícios residenciais da região.
O cenário de tensão na vizinhança teria se agravado após a transferência do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop).
A unidade começou a funcionar no bairro no final de 2025, após deixar o Setor Central. Desde então, a convivência tem sido apontada como desafiadora por quem vive no local.
Na madrugada do último sábado (19/9), por volta das 5h20, um homem conseguiu pular o muro e invadir um prédio localizado na Rua 17-A.
Conforme depoimentos de moradores, o suspeito alcançou um dos andares do edifício e tentou forçar a entrada de um dos apartamentos, o que motivou o acionamento imediato da polícia.
Os relatos de transtornos cotidianos são frequentes na área afetada. Um morador da Rua 17-A descreveu a situação como insustentável para a rotina das famílias.
“É um inferno. Aqui em casa, no sábado, tinha um morador de rua dormindo na entrada da garagem, lá embaixo, num buraco lá que tem, que tem torneira de água. No domingo, 7 horas da manhã, eu vi que eles estavam cozinhando lá, mais de 50 moradores de rua, cozinhando lá, debaixo de uma árvore”, declarou.
Diante desse cenário, a comunidade exige providências enérgicas do poder público. “Tinha que reforçar o policiamento ou então tirar esse povo aqui da região”, cobrou o morador.
A insatisfação com a presença do Centro Pop no Setor Aeroporto é evidente desde o anúncio da mudança de endereço.
A população local cobra da Prefeitura de Goiânia uma fiscalização mais rígida e um acompanhamento adequado das pessoas assistidas pelo órgão, além de reforço policial ostensivo.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Goiânia se manifestou por meio de nota oficial da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH).
O órgão municipal destacou que mantém uma política contínua de atendimento por meio da Assistência Social, o que inclui o próprio Centro Pop e equipes de abordagem social.
Segundo a pasta, são realizadas buscas ativas nos territórios, escuta qualificada, orientações e encaminhamentos conforme as demandas mapeadas.
O monitoramento dessas atividades é feito pelo Sistema Único de Proteção Social (SUPS).
A SEMASDH pontuou que sua prioridade consiste em fortalecer a rede de proteção social, buscando a reinserção dos indivíduos e o resgate de vínculos familiares.
A administração municipal também afirmou que leva em consideração as reivindicações da comunidade para otimizar a atuação dos serviços nos bairros.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Militar ainda não havia retornado aos questionamentos sobre o pedido de reforço no policiamento feito pelos moradores.
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