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De acordo com o levantamento mais recente do Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Distrito Federal permanece sob monitoramento devido aos índices de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Contudo, embora o cenário exija cautela, observa-se uma tendência de desaceleração no aumento de novos casos em uma perspectiva de longo prazo.
A SRAG é frequentemente resultado de agravamentos de viroses como a Covid-19 e a Influenza. Essa condição provoca inflamações pulmonares severas, exigindo, em muitos casos, suporte médico intensivo e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
Ao longo de 2026, o Brasil já contabilizou mais de 31 mil notificações da síndrome. O público infantil é o mais afetado, com casos vinculados majoritariamente ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e ao rinovírus. Em contrapartida, o índice de letalidade é superior na população idosa, impulsionado pela Influenza A e pelo coronavírus.
No cenário local do DF, as ocorrências envolvendo crianças de até dois anos seguem em trajetória de alta. Diante disso, Adele Vasconcelos, médica intensivista do Hospital Santa Marta, compartilha orientações essenciais para proteger esse grupo vulnerável.
A profissional ressalta que as condições climáticas atuais favorecem a propagação de patógenos respiratórios, que podem evoluir precocemente para quadros críticos. Entre as principais medidas de proteção, a especialista enfatiza a importância da vacinação para bebês a partir dos seis meses e a busca por auxílio médico imediato se houver sinais de gravidade.
Segundo a médica, é fundamental monitorar sinais como respiração acelerada, chiados no peito, recusa alimentar ou apatia profunda, casos em que o atendimento médico deve ser imediato. Ela também aconselha evitar o contato de crianças com pessoas doentes, fugir de aglomerações e manter a higienização constante das mãos ao lidar com bebês.
Prevenção e cuidados essenciais
Embora o estado de alerta persista, a especialista afirma que não há necessidade de desespero, mas sim de vigilância redobrada. Para mitigar os riscos, é vital proteger os grupos mais suscetíveis através da limpeza frequente das mãos, distanciamento de locais fechados ou lotados e, principalmente, mantendo o calendário vacinal em dia.
Vasconcelos explica que, embora a maioria dos quadros gripais se resolva naturalmente, sintomas intensos não devem ser ignorados. Manifestações como fadiga extrema, febre persistente e falta de ar exigem diagnóstico profissional urgente para evitar complicações.
O conteúdo sobre o alerta de gripe no DF foi publicado originalmente no portal Radar Paraíso News.
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