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As distribuidoras de energia elétrica estruturaram esquemas operacionais exclusivos para assegurar o suprimento de eletricidade ao longo da votação e da contagem de votos das eleições gerais marcadas para este domingo (4).

A exigência parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entidade reguladora ligada ao Ministério de Minas e Energia.

O órgão regulador despachou diretrizes para empresas de geração, transmissão e distribuição. A ordem estabelece foco prioritário nas zonas de votação, Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), situado em Brasília.

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Também ficou ordenada a paralisação de manutenções não urgentes na rede, somada à ampliação dos times de plantão técnico.

Qualquer incidente durante o domingo sofrerá auditoria direta da Aneel.

As companhias concessionárias destacam que executaram vistorias preventivas para garantir a estabilidade do sistema e checaram os recintos de votação.

Equipes reforçadas

Conforme avalia a presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Patrícia Audi, o esquema possui escala monumental.

“Haverá aumento de equipes de plantão para atender às milhares de zonas eleitorais espalhadas pelo país”, pontua.

A Neoenergia, presente em estados como São Paulo, Bahia e Distrito Federal, detalhou sua estratégia aos TREs locais. A companhia relatou vistorias preventivas em quase 133 mil quilômetros de linhas e cerca de 910 mil podas de árvores.

A Enel, atuante em partes do Rio de Janeiro, São Paulo e no Ceará inteiro, garantiu posicionamento de geradores em locais vitais para suprir as seções eleitorais.

A Energisa, administradora de 11 concessionárias regionais, acompanhará mais de 9,3 mil locais de votação, mantendo contato contínuo com a justiça eleitoral.

A Equatorial, com atuação em sete estados, vigiará inclusive o panorama meteorológico. O aporte de colaboradores abrangerá tanto funcionários próprios quanto prestadores de serviço.

Primeiro turno

O domingo definirá deputados federais, estaduais, distritais, governadores, dois senadores por estado e o presidente da República.

A segunda etapa está agendada para o dia 25, caso ocorra segundo turno para os cargos executivos. A nova votação acontece se nenhum concorrente atingir mais de 50% dos votos válidos na primeira fase.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil