Nesta segunda-feira (13/7), o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos assumirão o controle operacional do Estreito de Ormuz, estabelecendo uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas para custear a segurança na rota. A medida visa garantir a estabilidade da região e financiar a presença militar norte-americana, que atuará como guardiã do canal após o fim de um breve período de trégua com o Irã.

O líder republicano justificou a cobrança como uma forma de reembolso pelos custos operacionais necessários para manter o tráfego marítimo seguro. Segundo Trump, os EUA passarão a ser reconhecidos como os "guardiões do Estreito de Ormuz", assegurando que a passagem permaneça aberta para o comércio global, independentemente das ações iranianas.

Em declarações anteriores à Fox News, Trump já havia sinalizado a intenção de tomar o controle da via estratégica. Em contrapartida, o governo do Irã reagiu com hostilidade, prometendo uma resposta rigorosa a qualquer intervenção e ameaçando atacar nações vizinhas que ofereçam suporte logístico ou militar às forças estadunidenses.

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Ruptura diplomática e escalada de tensões

A instabilidade no canal se intensificou após o encerramento de um memorando de entendimento que previa 60 dias de cessar-fogo. O acordo foi rompido na última quarta-feira (8/7) por decisão de Washington, que acusa Teerã de atacar navios comerciais durante o período de negociações.

O histórico de conflitos recentes inclui o fechamento do estreito pela Guarda Revolucionária Islâmica em fevereiro, motivado por operações militares de Israel e dos EUA. Agora, a retomada das hostilidades marca o fim das esperanças de um acordo de paz permanente no curto prazo.

Enquanto os EUA alegam que a decisão protege o comércio internacional, o Irã nega as acusações de ataques e afirma que os norte-americanos violaram compromissos diplomáticos. A troca de ofensivas entre os dois países foi retomada na última semana, elevando o preço do petróleo e a tensão geopolítica.

Retomada do bloqueio marítimo

Além da taxação, Trump confirmou o reestabelecimento imediato do cerco naval a navios vinculados ao Irã. A restrição foca especificamente em embarcações que transportam produtos iranianos ou que tenham como destino portos controlados pelo regime de Teerã, operando majoritariamente no Mar Arábico.

O governo norte-americano enfatizou que a medida não afetará o livre trânsito de outras nações. O bloqueio é apresentado como uma resposta direta às violações anteriores cometidas pelo Irã e busca isolar economicamente o país, enquanto mantém o fluxo comercial para o restante do mundo.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Areal