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Uma complexa operação de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de apostas esportivas, as chamadas bets, movimentou cerca de R$ 3,4 bilhões em cinco estados brasileiros. A investigação desvendou uma engenharia financeira sofisticada que conectou a elite do mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo, a endereços fantasmas localizados em Ceilândia, no Distrito Federal.
O fluxo financeiro chamou a atenção das autoridades pela forma como os recursos eram transacionados entre polos distintos do país. A estrutura utilizava empresas de fachada para dissimular a origem ilícita dos valores, aproveitando a capilaridade das plataformas de apostas para movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas imediatas do sistema de controle financeiro.
As autoridades seguem apurando a extensão da rede, que operava com ramificações em diferentes regiões. O caso expõe vulnerabilidades no monitoramento das transações de bets e o envolvimento de agentes que transitam entre o mercado formal e esquemas de ocultação de patrimônio.
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