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O Programa Antes que Aconteça premiou, nesta quarta-feira (4), projetos de todo o Brasil dedicados à prevenção da violência de gênero. A iniciativa, amparada pela Lei 15.398, visa valorizar ações que combatem abusos e promovem a conscientização em diferentes territórios. O evento de premiação, realizado em Brasília (DF), contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e contemplou práticas em oito categorias distintas.

Entre os destaques, Cleocimara Reis Gomes recebeu uma menção honrosa pelo projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro. Atuando no noroeste do Amazonas, ela coordena um trabalho vital de conscientização para 23 povos indígenas. O projeto busca romper a invisibilidade das denúncias causadas pelas longas distâncias geográficas e pelo isolamento das comunidades locais.

Financiamento e impacto social

As iniciativas premiadas receberam aportes financeiros entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. Segundo Cleocimara, o foco é educar as mulheres sobre seus direitos e desmistificar a ideia de que a violência faz parte da cultura indígena. Ela ressalta que o suporte deve incluir desde o apoio psicológico até o envolvimento de homens aliados na causa.

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Apoio a comunidades tradicionais

Na Bahia, a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix foi premiada na categoria “Justiça que acolhe mulheres”. Liderado por Cátia Chagas, o projeto oferece suporte jurídico e médico a cerca de 600 mulheres, muitas delas mães solo que dependem da pesca no Rio Paraguaçu. O atendimento multidisciplinar é essencial para superar a barreira da vergonha e do silêncio.

Luta quilombola e territorial

O projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também foi reconhecido por seu trabalho junto a comunidades quilombolas. Atendendo 500 mulheres, a ação foca na escuta cidadã e na defesa da integridade territorial. Ana Beatriz Bernardes Nunes, liderança da comunidade Maria Conga, destaca que a violência contra essas mulheres está frequentemente ligada à proteção da biodiversidade e dos territórios tradicionais.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil