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Um levantamento recente da organização Transparência Brasil revelou que cerca de um terço dos recursos federais distribuídos por meio de emendas Pix carece de informações básicas para fiscalização. A entidade analisou mais de 5,7 mil planos de trabalho enviados por municípios e estados, identificando um montante expressivo de repasses sem a devida prestação de contas detalhada.

Ao todo, a análise apontou que R$ 1,5 bilhão em recursos públicos foram classificados com informações insuficientes. Esse tipo de transferência, que envia dinheiro diretamente para estados e municípios sem destinação definida, dificulta o controle social e a fiscalização pelos órgãos competentes, como o Tribunal de Contas da União.

Desafios para o controle social

A ausência de dados mínimos nos planos de trabalho impede que a sociedade civil acompanhe a aplicação real da verba. A Transparência Brasil alerta que a falta de clareza sobre onde e como os valores serão aplicados compromete a integridade do processo, exigindo regras de transparência mais rígidas para as chamadas transferências especiais.

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FONTE/CRÉDITOS: Laura Braga