O Hospital Araújo Jorge realiza, neste sábado (22), uma mandibulectomia pelo SUS em um paciente com câncer de boca. O procedimento de alta complexidade remove a parte atingida do osso e faz a reconstrução imediata com enxerto microvascularizado da fíbula, reabilitando o paciente em atendimento público em Goiás.

Iniciada às 7h30, a operação reúne equipes especializadas de cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia bucomaxilofacial e cirurgia plástica. A ação integrada representa um marco no fortalecimento da cirurgia reparadora e da reabilitação oncológica na unidade hospitalar.

Atendimento integral e recuperação

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca e orofaringe afeta regiões como lábios, gengivas, língua e bochechas. A doença figura entre as neoplasias mais comuns em homens no Brasil, sendo frequentemente identificada em estágios avançados.

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O cirurgião oncológico Alexandre João Meneghini, presidente do Conselho de Administração da instituição, enfatiza que a assistência deve ir além da remoção do tumor. Segundo o médico, o foco é garantir ao paciente a recuperação das funções, autonomia e qualidade de vida após o procedimento.

Meneghini destaca que o início deste novo serviço reflete a busca por um cuidado oncológico integral, considerando o bem-estar físico e emocional do paciente no pós-operatório.

Expansão da cirurgia reparadora em Goiás

A execução da técnica faz parte da estratégia de ampliação da cirurgia reparadora no Araújo Jorge. Além da reconstrução mamária já existente, a instituição vem estruturando atendimentos focados em tumores de cabeça, pescoço e pele que necessitam de intervenção reabilitadora.

Com 70 anos de história, o Hospital Araújo Jorge é uma entidade filantrópica e referência em oncologia em Goiás. A unidade atende moradores dos 246 municípios goianos e de estados vizinhos.

Apenas em 2025, o hospital registrou 81.732 pacientes atendidos, 161.639 consultas médicas e 114.105 sessões de quimioterapia. A estrutura oferece ainda radioterapia, oncologia pediátrica, transplante de medula óssea, cuidados paliativos, ensino e pesquisa.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático