A tensão no Oriente Médio escalou significativamente com a recente sequência de ataques entre o Irã e os Estados Unidos. Neste sábado, 27 de junho, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou ter lançado ataques contra estruturas militares norte-americanas localizadas no Kuwait e no Bahrein, em resposta a uma ofensiva anterior de Donald Trump nas imediações do Estreito de Ormuz. Este episódio marca uma intensificação das hostilidades na região.

O Ministério do Exterior do Bahrein prontamente reportou a ocorrência desses ataques, destacando o uso de drones e classificando a ação como uma "flagrante violação da soberania do Bahrein".

Por sua vez, o Exército do Kuwait anunciou ter interceptado os ataques em seu território. Um comunicado divulgado na rede social X esclareceu que "quaisquer explosões que possam ser ouvidas são resultado da interceptação de alvos hostis por sistemas de defesa aérea", assegurando a prontidão de suas defesas.

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A escalada de ataques e as respostas regionais

Também neste sábado, os Estados Unidos intensificaram suas operações, realizando novos ataques contra alvos iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz. Conforme comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom), essa operação militar foi executada sob ordens do presidente Donald Trump, sendo caracterizada como uma "resposta direta à contínua agressão iraniana".

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Histórico de um cessar-fogo rompido

A complexidade da situação entre as duas nações se acentuou, segundo o Exército dos EUA, após um ataque de drones atribuído ao Irã contra uma embarcação na última quinta-feira. Os norte-americanos interpretam esse incidente como uma clara violação do acordo de cessar-fogo previamente estabelecido.

Uma primeira iniciativa para o cessar-fogo entre os EUA e o Irã ocorreu em 7 de abril, sendo posteriormente consolidada por um acordo de 14 pontos em 17 de junho.

Na sexta-feira, os EUA declararam ter executado o primeiro ataque contra alvos iranianos na região de Ormuz. Em retaliação, e de acordo com informações do Centcom, o Irã teria atacado o navio-tanque M/T Kiku neste sábado, 27 de junho, às 4h30, horário da Costa Leste dos EUA.

A retórica de Donald Trump

A retórica se endureceu ainda mais com as declarações do presidente Donald Trump, que, neste sábado, 27 de junho, alertou que o Irã "deixará de existir" caso os Estados Unidos sejam "forçados a concluir militarmente" o confronto no Oriente Médio.

Trump foi enfático em sua ameaça: "Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis ​​e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", declarou o presidente.

FONTE/CRÉDITOS: Deivid Souza