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A pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), reiterou seu compromisso com a disputa pela Casa Alta do Legislativo Federal, uma condição para sua saída da prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A petista, que vem costurando uma aliança estratégica com o PSB e o MDB em Minas Gerais, participou de um evento do PSB em Montes Claros no sábado (27/6), onde se encontrou com Jarbas Soares Júnior (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB).
Marília Campos enfatizou que sua renúncia à Prefeitura de Contagem foi condicionada à sua pré-candidatura exclusiva ao Senado. "Antes de renunciar à Prefeitura de Contagem, eu disse que minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado", declarou a política.
A justificativa para sua decisão reside não apenas na boa performance em pesquisas de intenção de voto para o cargo, mas também na sua visão de que, como senadora, ela, uma autodeclarada municipalista, teria maior capacidade de articulação para beneficiar os municípios de Minas Gerais.
A participação da ex-prefeita no evento de outra legenda visa, conforme suas palavras, consolidar alianças para uma frente ampla na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Ela recordou que o PT já advogava por essa estratégia ao demonstrar interesse em apoiar o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que acabou declinando. Para Marília, a atual decisão de lançar uma candidatura própria é um "equívoco".
"Hoje temos uma possível costura que envolve o PT, o MDB, o PSB e não descarto também o PDT", disse Marília Campos. Ela enfatizou a necessidade de "uma grande conciliação de interesses" e a "formação de frente única para a gente de fato disputar, com força, um projeto para Minas Gerais".
Apesar do desejo de incluir o PDT nessa união, o partido atualmente apoia o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, cuja pré-candidatura não prevê, por ora, a presença do PT em seu palanque no primeiro turno.
Articulação e convencimento
Em um movimento de articulação política, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, tem prevista uma visita a Minas Gerais neste domingo (28/6) para um encontro com a ex-prefeita.
A reunião é vista por correligionários como uma tentativa de persuadir Marília Campos e compreender suas posições antes de um possível encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As lideranças estaduais do PT também manifestam preferência pelo nome de Marília para a corrida ao governo de Minas Gerais. A avaliação é que, além de ser a petista com melhor posicionamento nas pesquisas, ela possui uma sólida trajetória política, com quatro mandatos à frente do Executivo municipal.
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