A cidade de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata mineira, superou seu próprio feito histórico ao preparar a maior porção de torresmo do mundo, pesando 529 kg. O resultado foi homologado na última sexta-feira (21/8) durante a 8ª edição do Festival de Torresmo e Costela. A iniciativa buscou exaltar a gastronomia local e celebrar o Dia Municipal do Torresmo.

Para alcançar a impressionante marca de mais de meia tonelada de torresmo pronto, os organizadores utilizaram cerca de uma tonelada de barriga suína. A redução ocorre porque a matéria-prima perde líquido e gordura no processo de fritura, tornando o cálculo de insumos um dos maiores desafios técnicos do projeto.

A mobilização exigiu nove horas ininterruptas de trabalho e a dedicação de dez profissionais, entre cozinheiros e auxiliares. Além disso, o uso de gás natural canalizado garantiu o fluxo contínuo de calor sem a necessidade de trocar botijões durante a produção.

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Tradição e valorização da culinária mineira

Segundo Leandro Vaz de Mello, produtor do evento, a ação visa consolidar o prato como patrimônio da gastronomia regional. A comemoração antecede o Dia Municipal do Torresmo, celebrado em 25 de agosto e instituído pela Lei Municipal nº 14.620 em 2023.

Após a medição oficial, o alimento produzido foi vendido ao público presente. A organização estima que mais de 15 mil pessoas passaram pelo festival ao longo dos seis dias de programação.

Histórico de quebra de recordes

Esta é a quarta vez consecutiva que o município supera a própria marca registrada pelo RankBrasil. O progresso começou em 2023 com 454 kg, subiu para 506 kg em 2024, alcançou 511 kg em 2025 e atingiu o ápice atual de 529 kg em 2026.

As regras de fiscalização do RankBrasil exigem que toda a quantidade seja preparada sem pausas e pesada de uma só vez na balança. Agentes da entidade auditam desde o início dos trabalhos até a aferição final do peso.

Busca por reconhecimento no Guinness World Records

Toda a documentação do evento será enviada ao Guinness World Records para avaliação. Atualmente, a publicação internacional não possui um registro oficial específico para esta categoria, mas orienta marcas superiores a 450 kg como referência para homologação.

FONTE/CRÉDITOS: Larissa Ricci