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Por Alex Blau Blau
A retomada das conversas entre Brasil e Estados Unidos abriu uma possibilidade de negociação sobre as tarifas adicionais que atingem produtos brasileiros. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o contato direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump pode ajudar a reconstruir o caminho diplomático para uma futura revisão das medidas.
Os presidentes conversaram por telefone na sexta feira, 21 de agosto. Lula colocou o tarifaço entre os principais assuntos e defendeu que representantes dos dois países voltassem à mesa de negociação.
Trump concordou com a retomada das tratativas. Depois do telefonema, o representante comercial norte americano, Jamieson Greer, entrou em contato com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Uma nova reunião deverá discutir o impasse comercial.
Planalto não espera mudança imediata
Apesar do avanço diplomático, integrantes do governo brasileiro trabalham com a perspectiva de que as tarifas dificilmente sofrerão alterações significativas antes das eleições presidenciais.
Atualmente, duas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos atingem o Brasil. Uma delas é de 25%, direcionada especificamente ao país, enquanto outra, de 12,5%, alcança dezenas de economias. Em alguns setores, a cobrança adicional pode chegar a 37,5%.
A aposta do Planalto é de que o resultado das urnas poderá definir os próximos passos. Em caso de reeleição de Lula, auxiliares acreditam que a interlocução restabelecida com Trump criará condições melhores para tentar rever as barreiras comerciais.
Contato direto ganha importância
A conversa entre os presidentes também tratou das eleições brasileiras. Trump perguntou sobre o andamento do processo eleitoral e Lula afirmou que a disputa transcorre normalmente e ressaltou a segurança do sistema de votação.
Combate ao crime organizado e conflitos internacionais também estiveram entre os assuntos abordados.
Mesmo sem uma solução imediata para o tarifaço, o governo brasileiro considera positivo o restabelecimento do canal direto entre Lula e Trump. A prioridade agora é manter as negociações em andamento para que, passada a eleição, Brasil e Estados Unidos tenham espaço para buscar uma saída para o impasse comercial.
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