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Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2025
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Papa Francisco reduziu os salários dos cardeais em quase 10% como parte de uma reforma econômica

Salário dos cardeais que trabalhavam junto ao papa surpreende

Redação
Por Redação
Papa Francisco reduziu os salários dos cardeais em quase 10% como parte de uma reforma econômica
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Pouco antes de falecer, o Papa Francisco deixou uma marca econômica duradoura. Em meio a um cenário de déficit crescente no Vaticano, ele implementou reformas que impactaram diretamente os salários dos cardeais da Cúria Romana.

Decretada em novembro de 2024, a redução salarial foi de quase 10% para os 18 cardeais que chefiam os dicastérios do governo central da Igreja. A medida veio acompanhada do corte de benefícios como secretários e despesas operacionais.

Um vaticano com contas no vermelho

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As reformas foram resposta a um rombo bilionário nas finanças da Santa Sé. Em 2023, o Vaticano registrou um déficit de mais de 83 milhões de euros, impulsionado por queda de receitas e aumento de custos administrativos.

Francisco, atento à situação, enviou uma carta aos cardeais em setembro de 2024 pedindo contenção de gastos. Sua meta era reduzir despesas estruturais e dar exemplo de responsabilidade fiscal à sociedade.

Essas mudanças fazem parte de uma estratégia mais ampla iniciada ainda nos primeiros anos de seu pontificado, quando ele já sinalizava a necessidade de moralizar as finanças vaticanas.

Salário de cardeal: quanto ganham?

Com os cortes definidos, o salário mensal de um cardeal que ocupa cargo executivo no Vaticano ficou em cerca de 5.000 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 33 mil, segundo o site francês Capital.

Antes disso, valores exatos não eram amplamente divulgados. Havia apenas estimativas não oficiais, e muitos gastos eram cobertos diretamente pelo orçamento da Cúria, incluindo despesas com secretários pessoais.

Francisco decidiu interromper essa prática. A ideia era garantir que até mesmo os altos membros da hierarquia católica participassem do esforço de austeridade e transparência.

Reformas que dividiram opiniões

As decisões de Francisco nem sempre foram bem recebidas dentro da Igreja. Alguns setores mais conservadores viam os cortes como simbólicos demais ou até punitivos para a estrutura da Cúria.

Outros, no entanto, consideraram as medidas essenciais. Para esses, o Papa deu um exemplo ao priorizar uma gestão alinhada aos princípios de humildade e solidariedade cristã.

“A Igreja deve ser um exemplo de responsabilidade”, defendia Francisco, que entendia que a missão pastoral da instituição não combinava com práticas financeiras excessivas ou opacas.

Um pontificado de ética econômica

Desde o início, o Papa argentino demonstrou preocupação com como o Vaticano geria seus recursos. Cortes, auditorias e transparência passaram a fazer parte da rotina financeira da Santa Sé.

As reformas econômicas de Francisco foram um divisor de águas. Além de conter o déficit, mostraram ao mundo que a Igreja está disposta a rever privilégios em nome de sua missão evangélica.

FONTE/CRÉDITOS: Gazetasp.com.br
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