Espaço para comunicar erros nesta postagem
Conforme os relatos obtidos na 35ª Delegacia de Polícia, o indivíduo empregou a desculpa de um 'trabalho espiritual' para apartar a sobrinha.
“Não me recordo de nada. Eu estava incorporado”, declarou o homem de 44 anos, tentando se eximir da responsabilidade pelo estupro de sua sobrinha de 17 anos, ocorrido em Sobradinho I. O suspeito, que se autodenomina praticante de Umbanda e 'médium', foi detido em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após um incidente que combinou manipulação religiosa com violência sexual.
Apesar de alegar estar sob influência das entidades 'Exu' e 'Maria Padilha', a memória do agressor mostrou-se peculiarmente seletiva: ao mesmo tempo em que negava lembrar dos atos sexuais, ele afirmou categoricamente não ter tocado na vítima e confirmou com exatidão a presença de sua filha no local.
De acordo com os depoimentos coletados na 35ª Delegacia de Polícia, o homem usou a justificativa de um 'trabalho espiritual' para isolar a sobrinha. Ele instruiu a adolescente a entrar nua no banheiro, sob o argumento de que a entidade espiritual necessitava visualizá-la durante o banho. Dentro do local, o agressor apalpou os seios e pernas da menor e derramou leite de vaca sobre seu corpo, alegando serem 'ordens superiores'.
Filha intervém
O crime não escalou para proporções ainda maiores graças à reação da filha do suspeito. Após o abuso contra a sobrinha, o homem exigiu que sua própria filha também se despisse e se juntasse à vítima no banheiro. Contudo, a jovem recusou-se a participar do suposto ritual e, ao perceber a gravidade da situação, contatou imediatamente o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM).
Ao chegarem à residência, os policiais encontraram as vítimas em estado de choque. O homem, já sem a suposta 'incorporação', não resistiu à prisão. Para as autoridades, a alegação de 'incorporação' é vista como uma tática de defesa sem qualquer fundamento legal.
O delegado responsável ratificou a prisão em flagrante por estupro de vulnerável. O Código Penal Brasileiro é explícito: crenças religiosas ou estados de consciência alterada não isentam de responsabilidade criminal, especialmente em casos de violação da dignidade sexual por meio de fraude ou coerção.
O acusado, que não possuía antecedentes criminais, agora pode enfrentar uma pena de até 15 anos de reclusão.
O post Líder religioso Fake estupra sobrinha e diz que estava incorporado e não lembra de nada apareceu primeiro em Radar Paraíso News.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se