No primeiro semestre deste ano, o BNDES registrou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, representando uma alta de 25% na comparação com o mesmo período anterior. No acumulado de 12 meses até junho, o ganho recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, estabelecendo um recorde histórico para a instituição financeira.

Para o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, os resultados do período foram muito positivos. Durante entrevista coletiva realizada na sede do banco em São Paulo, ele destacou a combinação entre forte expansão no volume de crédito e alta rentabilidade.

Os ativos totais da instituição somaram R$ 1,05 trilhão, enquanto a carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, o maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido também bateu recorde, atingindo a marca de R$ 181 bilhões.

Publicidade

Leia Também:

As aprovações de crédito totalizaram R$ 110,6 bilhões, um avanço de 52%. Os destaques foram para a infraestrutura, com alta de 91% (R$ 46 bilhões), e para a agropecuária, que cresceu 46% (R$ 24,8 bilhões).

O apoio financeiro voltado para micro, pequenas e médias empresas somou R$ 108,2 bilhões. Enquanto isso, a taxa de inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 0,05%, bem abaixo da média do mercado nacional.

Diversificação de investimentos e foco em tecnologia

Durante o encontro com jornalistas, Mercadante ressaltou que o BNDES busca diversificar sua atuação em setores estratégicos como inteligência artificial, minerais críticos e mobilidade elétrica sustentável.

O dirigente também pontuou que o banco tem antecipado estratégias para prevenção de catástrofes e apoio em futuras emergências climáticas, prestando suporte financeiro a empresas, comunidades e famílias afetadas pelas variações extremas do clima.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil